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19
Abr08

RECORDAR ROSTROPOVICH

lamire

Ciclo de Música de Câmara

 

RECORDAR ROSTROPOVICH

Em memória de uma dos mais célebres figuras da música do século xx, Natalia Gutman convida outros instrumentistas de excepção a juntarem-se-lhe neste recital de homenagem ao grande mestre do violoncelo

Segunda, 21 de Abril, 19.00

Grande Auditório

 

Viktor Tretjakov Violino

Yuri Bashmet Viola

Natalia Gutman Violoncelo

Vassily Lobanov Piano

               

 

 

Concerto de Homenagem a Mstislav Rostropovich

 

Johannes Brahms

Trio para Violino, Viola e Piano, em Mi bemol maior, op.40

Trio para Viola, Violoncelo e Piano, em Lá menor, op.114

Quarteto com Piano, em Lá maior, op.26

 

 

Há relativamente pouco tempo podia ouvir-se Mstislav Rostropovich elogiar, numa entrevista, a violoncelista Natalia Gutman, a quem considerava um talento vulcânico. É agora a vez desta violoncelista se reunir a um naipe de fabulosos instrumentistas para homenagear e recordar esse que muitos consideram como o maior violoncelista do século XX (um século em que conheceu também a grande arte de Pablo Casals, como muito bem sabem os “partidários” de Rostropovich).

Mstislav Rostropovich, uma das maiores carreiras musicais da história (a lista de compositores que lhe dedicaram obras prova-o à saciedade), teve com Portugal uma ligação artística muito fértil. Apresentou-se assiduamente, de facto, ao longo de muitos anos, em várias cidades e localidades do país, nos mais diferenciados géneros e repertórios. A sua ligação à história da música portuguesa e à Fundação Calouste Gulbenkian foi particularmente importante e não será demais recordá-la. O grande violoncelista russo esteve em Lisboa em Dezembro de 1964 e na ocasião conheceu obras de Fernando Lopes-Graça. Entusiasmado, pediu ao compositor que “lhe” escrevesse um concerto para violoncelo. Lopes-Graça anuiu, e compôs então o Concerto da cammera col violoncello obligato, que Rostropovich considerou uma “composição brilhante”. No Verão de 1966, já finalizada a obra, e sempre por intermédio do grande violoncelista, a União dos Compositores Soviéticos pediu a Lopes-Graça autorização para que a estreia mundial da obra pudesse ocorrer em Moscovo. O concerto foi, assim, estreado por Rostropovich na Grande Sala do Conservatório com a Filarmonia de Moscovo sob a direcção de Kiril Kondrashine – dessa histórica execução foi efectuada uma gravação disponível em CD. A obra teria a sua estreia em Portugal no Cinema Tivoli, em Lisboa, a 6 de Junho de 1969, no âmbito do XIII Festival Internacional Gulbenkian de Música. Nessa ocasião, com Mstislav Rostropovich como solista, apresentou-se a Orquestra de Câmara Gulbenkian sob a direcção de Gianfranco Rivoli.

Tentando recordar essas relações e homenagear uma carreira única, reúne-se agora na Fundação Gulbenkian um grupo de fantásticos instrumentistas russos que inevitavelmente tiveram com Rostropovich ligações artísticas – a já nomeada Natália Gutman, e ainda o violetista Yuri Bashmet, o violinista Viktor Tretiakov e o pianista Vassily Lobanov.

 

 

José Luís Figueira

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